Os machos dessa espécie apresentam na face
superior das quatro asas uma coloração azul metálica
de brilho e intensidade inigualáveis. Já as fêmeas
apresentam duas formas com colorações distintas: A
forma azul e a forma alaranjada.
O belíssimo azul das asas provoca a exploração
da espécie para uso em bandejas e outros artigos. Contam-se
aos milhões o número dessas borboletas capturadas anualmente
e sua extinção só não ocorreu porque as densas
populações ocupam imensas áreas de bambus nativos
(Chusquea), planta alimento de suas lagartas. O seu habitat
ideal se apresenta sempre em regiões compostas por densas matas
das espécies de bambu desse gênero.
Ocorre no sul e sudeste do Brasil, chegando até
às montanhas do centro do Espírito Santo. Em certas
regiões voam durante todo o ano, mas no sul aparecem três
vezes, com mais abundância em março e dezembro.
Os machos aparecem à partir das 9:00,
e as fêmeas voam geralmente após as 12:00. É
um dos mais fantásticos espetáculos da natureza a visão
de dezenas dessas borboletas voando ao mesmo tempo e se destacando sobre
o verde da vegetação.
Os ovos, 1,8mm são colocados isoladamente
ou em pequenos grupos sobre as folhas das taquaras e bambus. Após
a eclosão, as lagartas (50 mm) se dispersam e tecem uma seda sob
a folha onde passam o dia, saindo à noite para se alimentarem.
A crisálida (28 mm), quando sadia, é
verde, mas torna-se preta quando atacada por fungos que dizima as populações
da espécie na natureza.
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