ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

São várias as espécies de lepidópteros ameaçadas de extinção no Brasil.  Seu caráter é oficializado por leis elaboradas pelo órgão governamental competente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). Atualmente muitos países tem suas espécies ameaçadas relacionadas em leis, que servem de base para órgãos internacionais elaborarem listas que indicam o estado de risco em que as espécies se encontram. Uma das listas mais utilizadas no mundo é a do Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas (The Red Data Book) editado pela ONG americana WWF, que hierarquiza o risco de extinção das espécies, em quatro categorias vulnerável, ameaçada, muito ameaçada e extinta. Assim, apresentamos aqui algumas das espécies brasileiras de borboletas ameaçadas.

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Parides ascanius (Cramer, 1776)
" borboleta da praia"

A borboleta da praia encontra-se classificada na categoria vulnerável das espécies ameaçadas de extinção, relacionadas no "The Red Data Book". Seu habitat estende-se da área compreendida entre a Praia de Atafona, no município de Campos e Muriqui, em Mangaratiba, habitando as áreas inundadas de terreno, onde é encontrada sua planta hospedeira, Aristolochia macroura ("jarrinha").
Cabe ainda ressaltar, que a caça predatória não é fator determinante da ameaça de extinção em que a espécie se encontra, sendo a exploração imobiliária ao longo do litoral do Rio de Janeiro o real fator.



 
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macho
Heliconius nattereri (Felder &  Felder, 1865)

Espécie endêmica  da Mata Atlântica, Heliconius nattereri, encontra-se classificada na categoria de ameaçada.  Seu habitat  é restrito a uma área que situa-se entre os Estados do Espírito Santo e o sul da Bahia.  No passado, dentro desses habitats, todas as espécies de borboletas do gênero Heliconius alimentavam-se de uma ampla gama de espécies de maracujás. O desmatamento atual dessa região, gerou uma concorrência entre esta espécie e outras do gênero Heliconius, pela planta alimento da lagarta, o maracujá selvagem (Tetrastylis ovalis).  Assim, este é o principal fator que coloca a espécie em perigo pois, a diminuição de plantas da família Passifloraceae, leva as lagartas a uma concorrência desigual com as espécies mais preparadas para obter alimento.


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Mimoides lysithous harrisianus (Swainson, 1822)

Teoricamente sua distribuição geográfica compreende o sul do Espírito Santo e a costa do Rio de Janeiro. Todavia, as únicas populações atualmente conhecidas de Mimoides lysithous harrisianus, estão restritas a Reserva Biológica de Poço das Antas, Município de Barra de São João. Por isto, ela é classificada com muito ameaçada, sendo a exploração imobiliária o principal fator que determina do seu processo de extinção. Em Poço das Antas podemos ver a sua forma platydesma voando ao lado de P. ascanius, de quem é mimética.


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Heraclides himeros himeros (Hopffer, 1865)

H. h. himeros tem uma distribuição geográfica que compreende as regiões Sul e Sudeste do país. No estado da Bahia, áreas ao sul do litoral e interior, temos outra subespécie, H. himeros bahia (Rothschild & Jordan, 1906). Ambas  estão enquadradas na categoria vunerável, e o desmatamento é em geral, o principal fator que deflagra o processo de extinção.


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Agrias claudina claudina (Godart, 1824)

Agrias c. claudina, é um exemplo único de que a caça pode levar uma borboleta a extinção. Em algumas porções da Mata Atlântica no Sudeste brasileiro, com por exemplo no Parque Nacional da Floresta da Tijuca, esta subespécie já esta extinta, por causa da ação dos caçadores de borboletas que usavam suas asas com adornos. Apesar disto, ela apenas é enquadrada como vunerável pois, ainda existem populações em áreas no sul do país.



 
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