É uma das mais conhecidas borboletas brasileiras,
símbolo dos trópicos e da sua exuberância. Chamada
vulgarmente de “azul-seda” – o azul é provocado pela refração
da luz em minúsculas escamas transparentes, inseridas nas asas da
borboleta, e atrai as fêmeas virgens que os procuram para o acasalamento.
Ocorre no Centro e Sudeste brasileiros, sendo comum no Rio de Janeiro,
nos meses de verão, principalmente fevereiro.
Impressiona pelo vôo alto, lento e majestoso,
aproveitando as correntes aéreas, constrastando com o fundo verde
da floresta. Embora ocorra no topo das grandes árvores, nos dias
quentes e secos, cedo, pela manhã, desce aos lugares úmidos
para sugar a água.
Os ovos isolados são colocados na parte
superior das folhas de diversas plantas, tais como a grumixama (Eugenia),
o arco-de-pipa (Erythroxylum pulchrum) e a caneleira.
As lagartas, logo que nascem, 3mm, comem a casca
do ovo e se alojam na parte inferior da folha, onde tecem uma seda para
se fixarem. No crepúsculo, saem para se alimentar, voltando após
para o mesmo local, onde passam o dia. Crescem lentamente e em abril ainda
estão no primeiro estágio. Antes de crisalidar, a lagarta
muda de cor, 40mm, cor esta que será da crisálida, 35mm,
e que passa a cinza , pouco antes da eclosão do inseto adulto.
Os adultos machos realizam breves disputas aéreas.
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